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Entrevista do jovem autor Jonas Lúcio ao Programa Fred Federicce repercute em toda a Região

*Sidenei Defendi

Na televisão, as luzes sempre tentam vencer a verdade. Mas, naquela noite de 28 de maio de 2026, no Programa Circo Fred Federicce, transmitido pela TV FOX GRAAL, YOUTUBE, Rede SDP TV, VV8 TV Canal 8 Net, SRTV e canais digitais, houve momentos em que nem os refletores conseguiram esconder o silêncio pesado das lembranças. Jonas Lúcio falava. E enquanto explanava, parecia carregar consigo uma cidade inteira.

Contou histórias de Pedreira, dos personagens simples, de memórias antigas, dos causos que sobrevivem mais na memória do que nas fotografias. Falou com humor, inteligência e a leve ironia de quem aprendeu a observar o mundo sem fazer alarde. A audiência crescia. O público permanecia. Fred Federicce, em vários momentos, deixava escapar a emoção de quem percebe que certas entrevistas não acabam quando termina o programa.

Mas havia algo maior por trás das palavras. No amanhecer de 1º de fevereiro de 1983, enquanto os prefeitos eleitos tomavam posse pelo Brasil afora, a chuva escolheu outro destino para a família Lúcio. A encosta aos fundos da residência, próxima à Capela Bom Jesus, desceu sem pedir licença. Lama, e muita terra na escuridão soterraram Benedito e Genny. E cobriram também parte da vida de Jonas, então apenas um garoto, ao lado dos irmãos José Wladimir e Janes de Fátima.

Há dores que fazem barulho. Outras viram silêncio permanente. Jonas poderia ter parado ali. Mas a vida, às vezes, faz do sobrevivente uma espécie de teimoso profissional. Ele estudou Filosofia, tornou-se psicólogo, atravessou os anos e guardou dentro de si uma porção adormecida: a do escritor.

Foi a pandemia — aquele tempo estranho em que o mundo inteiro aprendeu a conversar com as paredes — que despertou o autor. Entre 2020 e 2023 nasceu “Histórias e Estórias de um Cidadão Comum”. Depois veio “Contos de um Lugarejo: O Lugar Onde eu Moro é Lindo”. E, pelo jeito, um terceiro livro já bate à porta.

Talvez escrever tenha sido sua maneira mais elegante de conversar com os pais que se encontram em outra dimensão, sem entristecer os vivos. Hoje, Jonas Lúcio percorre feiras literárias, participa da vida cultural e fala da cidade como quem devolve dignidade às pequenas coisas. Não parece movido pela vaidade dos holofotes. Parece movido pela necessidade humana de deixar alguma luz acesa depois da tempestade.

E talvez seja exatamente isso que mais tenha emocionado naquela entrevista: perceber que existem pessoas que não venceram a dor — porque certas dores nunca se vencem —, mas aprenderam a caminhar ao lado dela sem perder a delicadeza.

A entrevista do jovem autor Jonas Lúcio ao Programa Circo Fred Federicce registrou uma grande repercussão na Cidade e Região. O título, que poderia soar apenas como mais um registro protocolar da televisão contemporânea, ganhou dimensão verdadeira nas horas seguintes à exibição. Comentários multiplicaram-se pelas redes sociais, grupos de mensagens e rodas de conversa. Em Pedreira e cidades vizinhas, muita gente se reconheceu nas palavras serenas e firmes do escritor. Não apenas pela dramaticidade de sua trajetória, mas pela maneira humana, sensível e inteligente com que Jonas Lúcio transformou memória em narrativa. A conversa ultrapassou os limites do entretenimento: virou assunto, emoção compartilhada e, sobretudo, um raro momento em que a televisão e as redes sociais conseguiram reunir atenção genuína em torno da cultura e da vida real.

*Sidenei Defendi é jornalista profissional, mestre de cerimônias, “content creator” e Titular da Cadeira nº 5 (Edgard Roque$e-Pinto) da Academia Pedreirense de Letra.

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