Na Rua Siqueira Campos, nas proximidades do Teatro Municipal, funcionou até os anos 1970 o Bar e Padaria da Páscoa, da tradicional família Grandezi. Mais do que um comércio, o local abrigou, por décadas, a “Rodoviária da Cidade”.Era ali, naquele ponto pulsante do cotidiano, que se realizavam os embarques e desembarques das empresas Cometa e Expresso Brasileiro, companhias que, em seu tempo, detiveram a linha Campinas–Águas de Lindóia. Posteriormente, a operação passou ao Rápido Serrano. A Padaria da Páscoa era o portal por onde chegavam os visitantes a Pedreira e de onde partiam os pedreirenses rumo às cidades vizinhas. Um espaço de despedidas, reencontros, expectativas e sonhos em movimento. Com o tempo, a “Rodoviária” mudou-se para a esquina da Rua Ivan Maya de Vasconcellos com a Travessa Régulo Stracci, ocupando parte de um edifício originalmente projetado para abrigar o Mercado Municipal, projeto que jamais se concretizou. Ficam na memória afetiva o leite gelado batido com Toddy, o misto-quente preparado pelo Baixinho, o cafezinho junto com o pão na chapa, os doces inesquecíveis da Padaria da Páscoa e os encontros despretensiosos, recheados de conversas inocentes, sobretudo dos amigos que dali partiam rumo a Amparo, para cursar o Científico, em Amparo.O prédio ainda abrigou, em seguida, o Bar e Restaurante dos Irmãos Canário, a primeira Cantina da cidade, além de diversas lojas ao longo dos anos, até se transformar-se no atual Lojão de R$ 1,99. Em frente a esse emblemático Ponto de Chegada e Partida, do outro lado da calçada, estava instalada a Banca de Jornais e Revistas do “seo” Sebastião. Mais tarde, a banca foi transferida para o beco da ponte pênsil, que liga a Rua XV à Avenida Joaquim Carlos, passando pela ilha, na lateral da Loja Gama, de Aniz Chain. Em seguida, mudou-se para a Travessa Régulo Stracci, nas proximidades do último Terminal Rodoviário da área central. Por fim, a banca foi adquirida por Luís Zechinatto. Vale registrar que a permissão para uso deste imóvel foi concedida em novembro de 1972. Nesse novo endereço, o ex-jogador Osvaldo Domingues da Cunha comandou, por muitos anos, sua lanchonete, atendendo os usuários do Rápido Serrano. O Terminal Rodoviário ali instalado permaneceu em funcionamento até o final da década de 1980, quando foi inaugurado o novo prédio. A obra teve início na gestão de Dario Zanini e foi concluída durante a segunda administração de Hygino Amadeu Bellix, no Primeiro Distrito Industrial, na ocasião, em frente ao Palácio das Indústrias — espaço que abrigava a FIP – e que hoje funciona como a Central de Saúde Dr. Euclides Nery Junior.
-28/02/2026



