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SEM ENROLAÇÃO,Quando a lei se distancia da realidade das famílias

O recente posicionamento do ministro Gilmar Mendes favorável à descriminalização do porte de cocaína para consumo pessoal reacendeu um dos debates mais sensíveis da sociedade brasileira: até que ponto flexibilizar a legislação sobre drogas representa avanço social ou, ao contrário, um perigoso afastamento da realidade vivida pelas famílias. Sob o argumento de que a criminalização não resolve o problema do uso de entorpecentes, parte do Judiciário defende uma abordagem centrada em saúde pública e direitos individuais. Em tese, a proposta busca retirar do sistema penal usuários que necessitam de tratamento, não de prisão. Contudo, na prática cotidiana de comunidades, lares e ruas brasileiras, o cenário é bem menos teórico e muito mais doloroso. A cocaína não é uma substância qualquer. Trata-se de uma droga com alto potencial de dependência, capaz de destruir vínculos familiares, comprometer trajetórias profissionais e alimentar cadeias de violência. Em inúmeros lares, o consumo não é uma escolha isolada do indivíduo, mas uma tragédia compartilhada por pais, mães, filhos e cônjuges que convivem com sofrimento psicológico, instabilidade financeira e medo constante. Além disso, ignorar a relação direta entre o mercado de drogas e a criminalidade organizada é fechar os olhos para uma realidade evidente. A ampliação da permissividade tende a fortalecer cadeias ilícitas que já impactam severamente a segurança pública, ampliando conflitos, disputas territoriais e mortes evitáveis. Não se trata de negar a importância de políticas de saúde, prevenção e tratamento. Pelo contrário: elas são indispensáveis. O ponto central é que a descriminalização de substâncias tão nocivas pode transmitir à sociedade uma mensagem equivocada de normalização, justamente em um momento em que famílias lutam diariamente para resgatar seus entes do vício. O Brasil precisa, sim, de soluções humanas, eficazes e baseadas em evidências. Mas qualquer mudança legislativa deve considerar não apenas teses jurídicas, e sim o impacto real sobre comunidades inteiras. Quando a lei se distancia da dor concreta das famílias, corre-se o risco de transformar um problema grave em uma crise ainda maior. Mais do que um debate jurídico, esta é uma discussão moral, social e humana. E, nesse campo, a prudência nunca é excesso é responsabilidade.

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Adriana Amorim

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