De quatro em quatro, o povo elege seus candidatos e se ajoelha em posição servil.De quatro em quatro, há esperança e desilusão.A política consegue unir a proa e a popa: dá de um lado e retira do outro.O parlamento e a ideologia são assim: cheios de matizes cujas nuances dão sinergia a essa roda-viva, produzindo leis imperfeitas, de eficácia inútil e validade efêmera.Reformam a lei tributária, a previdenciária e prometem que as novas regras salvarão os sistemas, enquanto fecham os olhos para os vazamentos espoliadores das reservas conquistadas com o sangue dos contribuintes.E, de quatro em quatro, aparece um salvador, cheio de novas ideias.E, ao final, ainda de quatro em quatro, o eleitor — espoliado, aviltado — insiste, resiste, quase sem forças acredita e, assim, escolhe, defende e vota no sucessor do anterior, que muitas vezes é o mesmo: implantou cabelo, definiu a barba, mudou o discurso, a legenda, mas continua com a mão na cumbuca e com asco daqueles que se ajoelham de quatro em quatro anos.E TENHO DITO,PALAVRA DE HONRA!
-28/02/2026



