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Há de se despertar o “Farol”: um chamado à resistência das letras

Por: Sidenei Defendi As memórias não são meros arquivos do passado, mas tapeçarias vivas tecidas com os fios das vivências que cada um dos membros da Instituição. Entre o jogo de luzes e as sombras dos caminhos que trilha, a Academia de Letras assume o papel de sentinela: cabe a ela sentir o pulsar da Cidade, explorar seus recônditos culturais e salvaguardar as lembranças para que a história pedreirense não se desintegre na ampulheta do tempo. Nesta Instituição, solo sagrado da palavra, devem convergir vozes de timbres distintos. Pensares, escritas e expressões que, embora diversos em idade e origem, revelam o mesmo amor incondicional pela arte e pela cultura. A Academia é, em sua essência, um ato de resistência; um instrumento de transformação social capaz de traduzir e moldar o espírito de um povo. Por isso, é com profunda inquietação que se observa o silêncio desta importante Casa, que hiberna enquanto o mundo clama por lucidez. Ao fechar-se, a Academia perdeu o fôlego, o oxigênio escasseou e as portas, antes abertas ao novo, cerraram-se para as forças revigorantes do “bom combate”. Reconhece-se que nenhuma instituição é perfeita; existem vícios e falhas, mas a natureza de farol desta Academia é incontestável e necessária. Hoje, quando nuvens de obscurantismo tentam ocultar a verdade e, o negacionismo ameaça apagar o brilho da ciência e da instrução, a sua ausência é um vazio perigoso. A inatividade da Academia representa a interrupção de um pilar fundamental da preservação literária e linguística. Ainda que sob o olhar crítico que aponta o elitismo, não se pode ignorar que esta Instituição cumpre funções vitais: é o berço da troca intelectual e a vitrine essencial para os escritores locais. Uma Academia inativa silencia a produção cultural e enfraquece a identidade. É chegado o momento de retomar as atividades. É hora de abrir as janelas, permitir que o ar renovado das novas gerações entre e que a luz do conhecimento volte a guiar os passos. Que todos os acadêmicos juntos, possam reerguer este baluarte da cultura da Cidade. Pela cultura, pela história e pela liberdade de pensamento. Há de se relembrar que a atmosfera da Academia tem peso intelectual e tradição que devem ser carregados. É hora de abrir as janelas, deixar o ar renovado entrar e permitir que a luz volte a guiar os passos culturais. E quem sabe, se esse farol realmente despertar, seja o início de um novo e vibrante ciclo.

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Sidney Defendi

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