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Essa notícia abalou Itumbiara e deixou o Brasil inteiro em silêncio.

O secretário de Governo Thales Machado tirou a própria vida após atirar e matar os dois filhos. Duas crianças. Oito e doze anos. Duas histórias que estavam só começando. Segundo as informações divulgadas, ele teria cometido esse absurdo depois de descobrir que a esposa, mãe das crianças e filha do prefeito, estaria o traindo. Ainda que houvesse traição. Ainda que houvesse dor. Ainda que houvesse humilhação. Nada, absolutamente nada, justifica isso. Não existe palavra que alcance o tamanho dessa dor. Filho confia no pai de olhos fechados.Confia na mão que segura ao atravessar a rua.Confia no colo que protege do medo.Confia na voz que promete cuidado. Transformar esse lugar de proteção em cenário de terror é algo que ultrapassa qualquer explicação racional. Separações doem. Traições machucam. O fim de um casamento pode gerar revolta, frustração, sentimento de abandono. Mas nenhuma dor adulta autoriza destruir a vida de quem não tem culpa. Criança não é instrumento de vingança.Não é extensão de conflito conjugal.Não é moeda emocional. Aqui entra uma reflexão necessária sobre saúde mental. Sobre homens que não pedem ajuda. Sobre a incapacidade de lidar com frustração. Sobre o orgulho ferido que vira descontrole. E também sobre espiritualidade. Quando falta equilíbrio interior, quando falta propósito, quando falta referência de valores, decisões passam a ser guiadas pelo impulso, pela raiva, pelo ego ferido. A ausência de fé, de autocontrole e de responsabilidade espiritual não explica o crime, mas revela um vazio perigoso. Nada disso retira a responsabilidade. Nada disso diminui a gravidade. Mas mostra que estamos falhando como sociedade quando não falamos de saúde emocional, de paternidade responsável e de suporte psicológico. O que aconteceu não é tragédia da separação. É uma ruptura moral profunda. É falha humana extrema. É preciso ter apoio psicológico acessível, diálogo dentro das famílias, cuidado espiritual verdadeiro e a consciência de que filhos não pertencem à guerra dos adultos.

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