A pequenez humana aparece nos pequenos atos de covardia.
A ameaça iraniana de abater o avião do presidente americano foi suficiente para estremecer a espinha dorsal do poder.
O Air Force One, gigante metálico que carrega mais símbolos que passageiros, de repente virou apenas isso: um alvo possível, um corpo sem alma.
O presidente, discreto seguiu viagem em outro voo, saiu de fininho, abandonou o fantasma de uma tragédia anunciada.
Surge então o dilema que ninguém gosta de encarar: quanto vale a vida de um homem quando cem outras vidas estão na mesma equação e podem ir ‘pro vinagre’.
A matemática moral nunca fecha, porque números não medem dignidade.
O medo escolhe alvos, nunca princípios.
E o mundo assiste, dividido entre pragmatismo e indignação, enquanto a diplomacia finge calma e a ética grita por dentro.
Quando alguém tem meios, influência ou posição estratégica, o resto vira mero detalhe. Moral ou imoral da história: quem pode mais sempre chora menos.
E TENHO DITO,
PALAVRA DE HONRA!
Nota do autor – A ameaça de derrubar um avião vazio expôs, mais do que tensões internacionais, revelou a velha covardia humana. Quando a vida de um líder pesa mais que a de cem anônimos, a ética perde altitude. O medo escolhe seus alvos, nunca seus princípios.
J. Tannus



