por Abel João de Melo
Vivemos cercados de informações, tecnologia e automação. Tudo ficou mais rápido — e nós também. Na perspectiva psicanalítica, porém, essa aceleração constante pode alimentar a ansiedade, sobretudo quando às cobranças externas somamos uma autocobrança cada vez mais cruel.
O medo de ficar desatualizado e perder espaço profissional invade até os momentos de descanso. E, nessa corrida, deixamos para depois o diálogo com as pessoas que amamos, o abraço, o carinho, uma boa música, a conversa despretensiosa com amigos e até o direito de simplesmente não fazer nada.
Precisamos cuidar menos da aparência que exibimos e mais da saúde física e emocional que sustenta quem somos. Amar-se também significa reconhecer limites, desacelerar e compreender que nem tudo precisa acontecer agora — muito menos com perfeição.
Qualidade de vida exige leveza, afeto, equilíbrio e menos cobrança. Afinal, de que adianta passar a vida correndo para ganhar dinheiro, se, no final, precisarmos gastá-lo tentando recuperar a saúde que perdemos justamente porque nunca tivemos tempo para viver?
no fim do texto faltou a palavra Training 👉 *Abel João de Melo – J. Melo – é Psicanalista e Hipnoterapeuta Clínico, Professor de Comunicação e Media Training



