Inteligência Artificial
por Abel João de Melo
Sob a ótica da psicanálise, especialmente a partir de Freud, o ser humano é movido pelo desejo de adaptação e sobrevivência em um mundo em constante transformação. A evolução tecnológica, com destaque para a Inteligência Artificial, representa hoje uma dessas forças que reorganizam a realidade e exigem novas formas de posicionamento subjetivo. Ignorar esse movimento pode revelar resistência ao novo — um mecanismo de defesa —, mas também pode gerar exclusão social e profissional.
Aprender, ao menos, o básico da IA não significa perder a essência humana, mas ampliar suas possibilidades. A tecnologia não substituirá o sujeito, pois não possui desejo, ética ou consciência. No entanto, os indivíduos que compreendem e utilizam a IA tendem a ocupar espaços estratégicos, enquanto os que a rejeitam correm o risco de se tornarem obsoletos.
Dominar a IA é, portanto, mais do que uma habilidade técnica: é um ato de autonomia, adaptação e protagonismo diante do futuro.
Resistir ao novo é confortável, mas pode custar o seu espaço no mundo. Diante disso, a decisão mais sábia é adaptar-se à Inteligência Artificial para não ficar para trás.
- Abel João de Melo é professor, palestrante, psicanalista, hipnoterapeuta e practitioner em PNL Ver menos



