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O senhor está fazendo propaganda enganosa. Onde estão a Santa e o Santuário?

Já eram quase duas horas da tarde da sexta-feira, 30 de julho de 2021, quando a fome bateu forte. Estava executando um serviço urgente e não vi a hora passar. Estava totalmente concentrado na elaboração de um texto. Saí da sala, cruzei a ponte entre a Prefeitura e a Travessa Avelino Motta e me dirigi até o mais aconchegante recanto da Praça Cel. João Pedro, o “Café da Santa” (cujo cartaz vertical indica que atende desde 1492 – óbvio que se trata de uma inversão – erro cometido pela empresa que fez o anúncio, o correto é 1.942) e que hoje é comandado pelo filho Fernando Crozatti, para saborear um salgadinho e saciar o apetite. O Café da Santa é um espaço de sabores e aromas inconfundíveis, que faz a diferença. Acolhe amigos, grupos de turistas e famílias inteiras. Um lugar que oferece produtos de qualidade. Uma área para ler enquanto se saboreia um gostoso cappuccino, rir e jogar conversa fora, debater sobre futebol e outros assuntos mais interessantes. Aconchegante no outono e inverno e de vibrações intensas na primavera e verão. Na fartura de chamadas do estabelecimento, o consumidor vai deparar com uma paisagem de tirar o fôlego. É um refúgio à beira do rio. E certamente, vai ouvir o Fernando declamando: “Aprecie o melhor café italiano, sinta a brisa do Rio Jaguari e encontre a pausa que você merece em nosso jardim”. De fato, a vista é para oRio Jaguary, com mesas posicionadas para contemplar acalmaria das águas, enquanto o tempo passa devagar, com sombra e frescor do belíssimo e arborizado jardim, perfeito para fugir do sol e dos dias quentes. Como aliado, um verdadeiro espresso italiano, que, segundo Fernando, é elaborado com grãos selecionados. Mas o visitante vai notar que o Café da Santa foge do óbvio. Todos os pontos se abraçam e se conectam à natureza. Mexe com a alma. Um local acolhedor, que transmite inspiração, por isso, apontado por muitos como o PONTO Nº 1 em café, pelos sabores e pela criatividade que envolve todo o estabelecimento. Mas, voltando à sexta-feira, 30 de julho: enquanto ingeria um saboroso triângulo de calabresa com requeijão, Fernando contava as mais incríveis histórias registradas no local. Entre elas, a de um grupo de visitantes, que ao passar pela imponente imagem de São Francisco – uma bela escultura que fica à entrada do estabelecimento, no convidativo corredor que dá acesso às mesas e ao Café da Santa – tendo à frente uma guia falante e gesticulando bastante, entrou rapidamente nos sanitários, sem qualquer questionamento. Achando que se tratava de um grupo que precisava urgentemente se utilizar dos sanitários para depois ocupar as mesas, continuou seus afazeres, levando formas de salgadinhos ao forno e arrumando os lanches naturais no refrigerador, e, eis que, de repente, vem em direção do balcão a guia falante, que saiu dos sanitários “bufando de raiva” e soltou: “o que o senhor está fazendo é propaganda enganosa.” Atônito, sem saber do que se tratava, Fernando, com toda a sua fidalguia, pergunta: o que estou fazendo? Ainda irritadíssima, a mulher fala: tem indicações na entrada de que aqui há um Santuário e uma Santa. Calmamente, olhando firme para a guia, Fernando dispara: “Minha senhora, acho que está havendo uma tremenda confusão e um erro de interpretação. Aqui é o Café da Santa – em homenagem a minha mãe, que já não está mais entre nós – e vocês não entraram em um ‘Santuário’ e sim nos“sanitários.” O anúncio que está fixado lá na frente indica “CAFÉ DA SANTA”. Foi uma explosão só, de fortes gargalhadas! Desfeita a mistura desordenada de informações, sem mais o que reclamar, cada qual pediu o seu café, o seu salgadinho. E a vida? Bem, seguiu sem qualquer outra complicação. (Sidenei Defendi – julho de 2021e atualizado em 1º de fevereiro de 2026). As fotos foram extraídas do Instagram e da página oficial do Café da Santa.

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Sidney Defendi

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