Nas eleições, desfilam candidatos, ideologias e projetos grandiosos, cada qual prometendo reinventar a roda e salvar o país.
Do outro lado, o eleitor carrega um desejo simples, que a vida melhore, que o bolso respire, que o futuro deixe de ser um susto.
Nos últimos anos, porém, esse desejo virou quase um luxo, uma esperança teimosa.
A economia tropeça, o salário encolhe, e o custo de existir cresce como se tivesse vida própria.
O bolso do cidadão é um termômetro que oscila e registra uma temperatura que não combina com o calor das campanhas.
As plataformas partidárias tratam o eleitor como rodapé, um zero à esquerda, um detalhe descartável.
Falam de números, estratégias, alianças, mas esquecem da fila do mercado, do aluguel atrasado, dos boletos que não esperam.
O eleitor, paciente e cansado, observa tudo com um misto de desconfiança e esperança.
E segue, entre promessas e boletos, juros escorchantes e dívidas por todos os lados, tentando acreditar que o impossível ainda pode acontecer.
Porque é sempre ele quem carrega o país no bolso.
E, mesmo com o bolso vazio, muitos ainda não perceberam que o voto define quem ganha, o candidato, e quem perde, o eleitor.
Por isso, escolha nestas eleições ser você o vencedor.
E TENHO DITO,
PALAVRA DE HONRA!
Nota do autor — Reflexões que atravessam o cotidiano e revelam o peso invisível que o cidadão carrega. A política insiste em deixar o eleitor nas sombras e o impacto real na vida das pessoas tem sido a desesperança. Cada voto deveria ser um convite à consciência, à responsabilidade e à coragem de escolher melhor.
J. Tannus



