No Supremo Tribunal Federal, o clima esquentou entre magistrados que já são desafetos declarados, e o jogo do caxangá transformou-se em um verdadeiro empurra-empurra institucional.
Nesse tira e põe de liminares, ora se retira um direito, ora se restabelece outro.
Esse vaivém faz a segurança jurídica piscar como vagalume e coloca a fé no centro do fogo cruzado.
De um lado, uma decisão monocrática determina a remoção de publicação de humor sofrível.
De outro, uma ala da Corte libera o conteúdo profano.
Libera, proíbe, libera e proíbe de novo. É um autêntico ziguezague de decisões conflitantes que se sobrepõem, atingindo a devoção e o respeito às crenças alheias.
Nessas questiúnculas jurídicas, a imagem de Nossa Senhora Aparecida jamais irá virar instrumento de apelação e de palanque político.
Candidatos se atropelam para demonstrar quem respeita mais a Padroeira do Brasil e misturam a fé com a disputa eleitoral, como se a devoção tivesse cor partidária ou bandeira ideológica.
No fim, todos eles pedem e rogam a Ela, Mãe de todos, que interceda por nós, apesar dos pesares, das disputas e da mesquinhez habitual que rodeia a ambição desenfreada dos inescrupulosos que usam a fé como plataforma eleitoreira.
E TENHO DITO,
PALAVRA DE HONRA!
Nota do Autor - O texto denuncia o uso instrumentalizado da fé e dos símbolos religiosos no debate político e na disputa eleitoral, alertando para a degradação do respeito à devoção popular por conveniências partidárias. Paralelamente, critica a instabilidade e o conflito institucional no Supremo Tribunal Federal, cujas decisões oscilantes sobre liberdade de expressão e ofensas ao sagrado geram insegurança jurídica e transformam sentimentos profundos da sociedade em espetáculo de apelação eleitoral.
J. Tannus
@jtannusjr
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