*Por Sidenei Defendi
O Dia do Irmão, comemorado em 5 de setembro, é a única data do calendário capaz de celebrar, ao mesmo tempo, o amor mais profundo e a maior vontade de arremessar uma almofada na cara de alguém. Ter um irmão é viver em um eterno ensaio de teatro onde o roteiro muda sem aviso: em um minuto estamos dividindo o último pedaço de bolo; no outro, estamos em pé de guerra por causa do controle remoto ou de uma camiseta "emprestada" sem autorização.
Crescer com irmãos é aprender a arte da negociação e do compartilhamento na marra. É saber que o banco da frente do carro tem dono por direito de chegada (com gritos de "tô na frente!"), mas também é saber que, se o mundo lá fora apertar, haverá uma mão estendida bem ao seu lado. As brigas, por mais barulhentas que sejam, costumam ter prazo de validade curto. O perdão entre irmãos não precisa de grandes discursos; ele se materializa no silêncio que se quebra com uma piada interna que só vocês dois entendem, ou num simples "vai querer um gole?".
No fundo, essa relação é o nosso primeiro laboratório de solidariedade. É na cumplicidade dos segredos escondidos dos pais, nos momentos maravilhosos de risadas descontroladas na madrugada e no apoio silencioso nos dias difíceis que se constrói o vínculo mais resiliente da vida. Irmão é aquela pessoa que conhece todas as suas falhas e, mesmo assim, escolhe caminhar com você. Neste 5 de setembro, celebrar o Dia do Irmão é abraçar essa doce contradição de amar quem mais sabe como te irritar — e quem você sabe que nunca vai te deixar sozinho.
Na minha vida, essa história ganhou nomes, rostos e uma cumplicidade sem tamanho. Eu, Sidenei, tive o privilégio de fazer parte de um trio imbatível ao lado da Maria Aparecida e da Célia Regina. Nós formamos um time bom de verdade. É claro que tivemos nossos momentos de desentendimento e cabeças duras, mas nenhuma faísca foi capaz de apagar o que nos unia; muito pelo contrário, cada obstáculo só servia para nos aproximar ainda mais e blindar a nossa união.
Hoje, o tempo e o destino mudaram a nossa dinâmica. A Maria Aparecida infelizmente já partiu para outra dimensão, mas a sua luz e as memórias da nossa infância continuam vivas em cada batida do meu coração. Enquanto isso, a Célia Regina continua aqui, firme e forte, mantendo acesa a chama desse nosso vínculo eterno.
No fundo, essa relação é o primeiro laboratório de solidariedade. É na cumplicidade dos segredos escondidos dos pais, nos momentos maravilhosos de risadas descontroladas na madrugada e no apoio silencioso nos dias difíceis que se constrói o vínculo mais resiliente da vida. Irmão é aquela pessoa que conhece todas as suas falhas e, mesmo assim, escolhe caminhar com você. Neste 5 de setembro, celebrar o Dia do Irmão é abraçar essa doce contradição de amar quem mais sabe como te irritar. Que todos os irmãos, de sangue ou de alma, celebrem a dádiva dessa união hoje e sempre.
Por Sidenei Defendi – jornalista profissional, mestre de cerimônias, âncora do TVP Notícias e depois SRTV Notícias (por quase duas décadas), “content creator” e Titular da Cadeira nº 5 (Edgard Roquette-Pinto) da Academia Pedreirense de Letras. Este conteúdo é autoral. Escrito em 4 de setembro de 2026, às 19h02)



