Por Fred Federicce
A democracia precisa de oposição. Precisa de cobrança. Precisa de gente disposta a apontar o erro.
O problema começa quando a crítica é apenas o caminho mais curto para o cargo.
Vimos isso acontecer em Pedreira: quem passou anos atacando a gestão e fazendo uma suposta oposição que nunca existiu, hoje integra o quadro de comissionados da Prefeitura.
Não é crime mudar de ideia; crime é usar a indignação do povo como currículo, e nisso alguns são mestres em Pedreira.
Enquanto o povo segue o caminho da roça, alguns vão sendo pinçados e comprados:
aluga-se um imóvel de quem tem influência, dá-se um carguinho ao filho da família X, arruma-se uma boquinha para a neta da família Y, homenageia-se alguém da família W em um elefante branco ou num poste qualquer.
Enfim, a presepada de sempre sendo apresentada aos munícipes.
E Pedreira paga o preço mais alto por isso.
Um município parado no tempo e nas mãos dos mesmos de sempre. Poucos prosperam, e nada vai mudar.
Daqui a alguns anos não vai ter obra para mostrar, vai ter só historiador lembrando: “era a mesma praça, o mesmo banco, o mesmo jardim”.
Cargo público é responsabilidade, não prêmio de consolação.
E cidade não é herança de família. Cidade é casa do povo.



